JOGO DE SOMA ZERO: EXISTE LADO VITORIOSO NESSE ATUAL CENÁRIO GEOPOLÍTICO?
- rafaelpupomaia

- há 6 dias
- 11 min de leitura
Caros leitores, peço desculpas pelo sumiço dos últimos tempos, finalizei e publiquei meu primiero livro chamado A Queda do Ocidente e a Ascensão do Oriente: A Guerra Russo-ucraniana e a Nova Ordem Mundial, no qual detalho e aprofundo as teses já discutidas no blog. Deixo o link para quem tem o interesse em desenvolver mais as discussões sobre os assuntos. Dessa forma, utilizarei o blog como um catalisador das novas ideias e desenvolvimentos das teorias complementares do livro, ou seja, um complemento que repercutirá esse atribulado cenário geopolítico em que vivemos.
No momento em que escrevo as tensões geopolíticas estão em seu ápice, com os conflitos em andamento na África, a guerra na Ucrânia, tensões na Ásia e na Amércia Latina e a guerra no Oriente Médio, onde o presidente Donald Trump acabou de efetivar um bloqueio naval no estreito de Ormuz. A tese defendida pelo blog desde o início do conflito na Ucrânia é que, de maneira resumida e simplista, o Kremlin busca uma guerra de desgaste na Ucrânia com o objetivo de drenar os recursos econômicos e militares dos EUA e Europa. No entanto, nesse atual cenário, algumas perguntas são plausíveis: a estratégia russa mudou? As atuais movimentações americanas e chinesas estão surtindo efeito? Quem está ganhando com isso?
As provocações são sensíveis e complexas ao mesmo tempo. Os EUA e seus parceiros israelenses esperavam um cenário um pouco mais simples do que a guerra no Irã está se mostrando, mas a determinação do governo fundamentalista iraniano e sua mão de ferro continuam vivos em Teerã. Ao mesmo tempo, as reverberações econômicas da guerra e do fechamento do estreito de Ormuz para diversos países por parte do Irã impactou diretamente o preço do petróleo e abalou as cadeias de suprimentos global.
Os EUA aprofundaram seus gastos com armamentos e as suas cadeias de suprimentos bélicas para os países parceiros foram renovadas e amplificadas, com foco no Oriente Médio. No entanto, isso veio com um custo operacional alto, isto é, Washington para superir as demandas de armamentos constantes para a Ucrânia e Europa, agora somadas as necessidades de seus parceiros do Oriente Médio (como Israel, Arábia Saudita, Omã, Kwuait, entre outros), está tendo que retirar armamentos de seu próprio arsenal para suprir as necessidades de aliados, criando um déficit nos estoques das Forças Armadas dos EUA. Isso sem contar os pedidos de armas já encomedadas de parceiros militares e comerciais de Washington. Percebe-se que o fato se encontra diretamente com a estratégia russa, a qual defendi desde o início do conflito russo-ucraniano e está detalhado no livro.
A situação estressou a produção do colosso complexo militar-industrial norte-americano, apesar dos excelentes resultados financeiros e do "boom" das ações das grandes empresas bélicas dos EUA, com os vantajosos contratos firmados com o Pentágono. Apenas para entendimento, as ações da Northrop Grumman Corp. (NOCG34) saíram de R$ 390,00 em 30 de janeiro de 2022 para R$ 793,58 em 01 de março de 2026, uma valorização de 203,48%. A cotação das ações da Lockheed Martin Corporation (LMTB34) foram de R$ 1.846,94 em 21 de fevereiro de 2022 para R$ 3.469,50 no dia 02 de março de 2026, representando uma valorização de 187,85%. Portanto, é inegável que as guerras são um mecanismo de lucro para as empresas do segmento, mas não apenas dos empresas dos EUA, mas também de Israel, China, Rússia, Índia, entre outras.
O ponto levantado pelo blog desde 2022 sobre o "core" da estratégia russa está começando a aparecer agora na mídia, com diversos veículos de impresa reportando que os estoques de armamentos dos EUA estão se esgotando de maneira rápida e preocupante, principalmente na questão dos mísseis. Interessante perceber que, além do custo direto dessa atual guerra com o Irã, os EUA estão financiando a guerra na Ucrânia e operações no Oriente Médio desde o massacre de 07 de outubro de 2023 em Israel perpretado pela Hamas. Segundo relatório da Brown University em relação a ajuda militar fornecida por Washington aos parceiros no Oriente Médio de outubro de 2023 à 2025, o montante chega a US$ 21,7 bilhões. O valor é maior se contabilizada as ações norte-americanas em apoio a Israel no Iêmen e Irã no período citado, atingindo cerca de US$ 33,77 bilhões. Esses valores não contabilizam o custo do atual conflito na região, o que deve catapultar essas cifras de maneira abrupta.
Segundo o Pentágono, após dois meses de conflito, a estimativa é que os EUA gastaram US$ 25 bilhões com a guerra no Irã. Não se sabe detalhadamente o que está incluso na estimativa de custo e onde o dinheiro foi alocado, muito menos se ela está próxima a realidade do que foi realmente investido por Washington. No entanto, o montante investido é alto para dois meses de conflito. Apenas para efeito de comparação, o orçamento da NASA para o ano de 2026 é de US$ 25 bilhões.
Esses valores citados acima corroboram a tese defendida pelo blog, onde há uma estratégia macro para drenar recursos dos EUA e parceiros com guerras duradouras, como a da Ucrânia. Além do cenário no Oriente Médio, Washington tem investido e auxiliado também no esforço de guerra ucraniano, o que aumenta os números de investimentos. É importante destacar que o valor apresentado pelas autoridades norte-americanas é contestado por uma parte dos economistas, que afirmam que os números foram subestimados e não representam a realidade do conflito.
Tendo em vista a situação, os EUA buscaram aumentar a produçaõ militar utilizando a capacidade industrial já estruturada no país para acelerar a entrega de armas e o reabastecimento de seu próprio estoque. De acordo com o que foi relatado, o governo conversa com a Ford, GM, GE e outras indústrias do país para que utilizem suas plantas indutriais e pessoal para produzir armas para o Pentágono. É crucial destacar a importância da capacidade industrial de cada país, pois ela pode ser convertida conforme as demandas militares ou emergenciais enfrentadas. Um país que sacrifica sua base industrial pagará um alto preço por isso.
Esse gasto desefrado do governo Trump reverbera internamente de maneira negativa na economia dos EUA, o que poderá ser sentido no curto prazo ou no médio prazo. De outubro a fevereiro de 2026, o governo tomou emprestado cerca de US$ 1 trilhão, o que, para efeito de comparação, é cerca de 44% do PIB brasileiro no ano de 2025. Isto é, a dívida norte-americana está gradativamente aumentando a níveis preocupantes. Por mais que tenha havido a precaução de forçar uma mudança de regime na Venzuela, tendo como um dos objetivos assegurar o petróleo para Washington, não se esperava uma guerra tão longa e custosa no Oriente Médio. Portanto, há uma preocupação legítima do establishment americano em relação ao desenvolvimento do conflito.
Dado o cenário complexo em que os EUA se encontra, era uma excelente oportunidade para a China agir e impor sua agenda de potência e desafiante da hegemonia norte-americana no mundo. Nesse momento, se a China começasse uma incursõ militar em Taiwan, a chance de êxito seria alta, pois os EUA não teriam a capacidade de mobilização de pessoas e armamentos para contrapor a agressão chinesa de imediato. Além disso, não é fato que seus alidados no Pacífico se contraponham de maneira efetiva contra a China. Claro, a questão dos semicondutores e o estratégico papel que Taiwan desempenha nesse sentido é um catalisador para a ação, mas o questionamento fica: por que a China não tomou nenhuma atitude contundente até o momento? O que Pequim está esperando?
A resposta não é fácil e nem simples, mas é necessário entrar nos meandros do Politburo para entender a real questão que preocupa Xi Jinping. Não é uma novidade que a China implementa expurgos na alta liderança e nos cargos de poder, o que pode se configurar em morte, prisão ou sumiço das pessoas alvos dessas ações do governo. Interessante perceber que, em janeiro de 2026, o presidente Xi Jinping realizou seu principal expurgo, pois colocaria todo o aparato de poder de Pequim em xeque. Zhang Youxia, era general e vice-pesidente da Comissão Militar Central (CMC), parte controladora das Forças Armadas no Partido Comunista Chinês. O militar era respeitado pelas tropas e um aliado de longa data do presiente chinês. No CMC, composto por sete integrantes proeminentes da vida militar ou política chinesa, Zhang era o segundo no comando das Forças Armadas, apenas abaixo de Xi Jinping.
Após expurgos na alta liderança do Politburo, o líder chinês mirou nas Forças Armadas do país. Desde 2023, há uma campanha contra a corrupção entre os militares e políticos chineses. Em janeiro de 2026, Zhang foi preso com outros militares de alta patente por indícios de corrupção, sob o pretexto de "graves violações da disciplina e da lei". Segundo alguns meios de informações, Zhang pode ter sido acusado de vender informações aos EUA. Outro general influente no Exército de Libertação Popular chinês que foi demitido e afastado foi Liu Zhenli. O presidente chinês fortaleceu seu poder e sua mão de ferro na alta cúpula militar do país, com os sete integrantes do CMC sendo reduzidos a dois. No entanto, a ação reverbera de forma inacessível dentro das camadas militares chinesas, podendo a ação ser uma faca de dois gumes, fortalecê-lo politicamente, mas enfraquecê-lo nos ramos militares.
Infelizmente, não é possível comprovar a veracidade das informações, mas é possível analisar cenários diferentes dos já comentados. Além das análises de corrupção da alta cúpula militar chinesa, venda de informações ou um expurgo para maximizar o poder do presidente chinês, tem uma outra versão que parece viável. Pode-se pensar que Xi Jinping pode ter antecipado uma tentativa de golpe militar contra ele. Isso se dá por meio de uma insureição militar ou por agentes externos agindo no alto oficialato chinês.
Portanto, é factível pensar que algumas alas militares infelizes com o rumo das coisas ou cooptados por interesses alienígenas (provavelmente americanos), tenham planejado se rebelar contra Pequim, da mesma forma que ocorreu com o motim do Wagner Group em 2023, já tratado no blog com o artigo: A Tentativa de Golpe na Rússia e suas Consequências. Sendo assim, Xi Jinping se antecipou aos amotinados e cortou o mal pela raíz. A ação passa força e manda um recado claro ao Ocidente e as suas Forças Armadas, que Xi Jinping ainda tem força e seus alicerces de poder estão bem constituídos.
Por outro lado, a ação desconfigura e descontrói grande parte da estruturação do Exército de Libertação Popular, assim como seus incentivadores. O que causa um grande choque na alta cúpula militar chinesa e nos novos oficiais. Assim, para partir para uma ação ofensiva contra Taiwan, Pequim precisa reestruturar a cúpula militar, retomar a confiança dos militares e solidificar a figura da nova liderança. Dessa forma, uma ação militar chinesa só atrapalharia a frágil estrutura de poder entre Xi Jinping e as Forças Armadas.
A confrontação de uma camada da alta liderança do Exército de Libertação Popular com o regime chinês não seria algo novo na história do país. Existiu tensões latentes entre as duas instituições mais poderosas da China, o Partido Comunista Chinês e as Forças Armadas. Como bem lembrou Dennis Wilder em seu artigo no Financial Times, em 1958, Peng Dehuai, proeminente comandante militar chinês, questionou abertamente a lucidez do Grande Salto Adiante de Mao Tsé-Tung. Sua afronta aberta a Mao, mostrando força e descontentamento, teve como consequência seu expurgo da liderança. Esse é um dos exemplos de embates entre as instituições.
Zhang acumulou grande poder junto ao CMC e ao Exército de Libertação Popular, conseguindo desbancar outros generais. Talvez, o acumulo de poder de Zhang, somado aos pensamentos distintos em relação a abordagem com Taiwan e ao possível apoio de um agente externo, fizeram Xi Jinping agir dessa forma. Como Zhang é veterano militar, talvez buscasse mais cautela em relação a preparação para uma ofensiva militar, enquanto o presidente chinês defendesse uma abordgaem mais agressiva.
Dificilmente saberemos a inteira verdade dos fatos, mas para Xi ter agido dessa forma algo muito radical estava para acontecer ou intimidando-o, visto seu pragmatismo e cálculo frio das situações. Com o atual cenário, Taiwan ficou em segundo plano, pois agora o presidente precisa equilibrar as forças de seu poder e "reconquistar" um clima amistoso e de confiança com as Forças Armadas. De qualquer forma, não seria novidade uma tentativa de revolução colorida na China patrocinada pelo Ocidente. Na verdade, seria um excelente pensamento estratégico, pois eliminaria a ameaça de uma invasão em seu flanco asiático enquanto estão em conflito no Oriente Médio. Até o momento, Washington conseguiu frear o ímpeto chinês, mas não conseguiu minimizar ou destituir o presidente Xi Jinping.
Por outro lado, a Rússia se saiu muito bem financeiramente. Pelo conflito no Irã, os EUA retiraram uma parte das sanções de Moscou para que o petróleo russo voltasse a ser comercializado. Nessa jogada, o Kremlin registrará em maio de 2026 uma receita tributária proveniente do petróleo e do gás de US$ 8,65 bilhões, um aumento frente ao mesmo mês em 2025, segundo estudos da Reuters. Isso se dá mesmo com o constante bombardeamento das instalações petrolíferas russas pelos ucranianos.
Mesmo com o aumento da receita, a situação no front é a mesma. Uma guerra de desgaste e com um sentimento de inacabável. Com base nos estudos e teses do blog, a estratégia russa é de perpetrar essa guerra de desgaste proprositalmente para drenar recursos e enfraquecer os EUA e seus parceiros. No entanto, com as mortes russas aumentando no front e na vida civil pelos ataques ucraninanos, é possível questionar: será que o presidente Putin esqueceu de seu objetivo estratégico pelo aumento da receita e de influência? Ou será parte da mudança estratégica russa frente a inação de seu parceiro chinês?
As pergunta são pertinentes e provocativas. No momento, a Rússia está perdendo soldados e a sua juventude por uma guerra que talvez não seja mais estratégica para ela, uma vez que a China não entrou no conflito para acelerar a decadência da hegemonia ocidental.O ponto é: vale a pena sacrificar sua geração patriota por uma guerra que não tem perspectivas estratégicas de longo prazo?
Moscou conseguiu provar a ambiguidade das relações dos EUA com seus parceiros e aliados com a guerra na Ucrânia, principalmente com Trump na Casa Branca, mas é algo que já vinha do presdiente Joe Biden. Os EUA com Biden esqueceram a Ucrânia e a Europa após o massacre em Israel em 2023. Com Trump a tendência aumentou abruptamente e os EUA se isolaram. Nesse sentido, é importante o questionamento: vale ser aliado de Washington e ser abandonado? As hipocrisias do Sistema Internacional e das resoluções da ONU também ficaram notórias, após pareceres contraditórios. Mesmo assim, se o conflito russo-ucraniano não for um catalisador para a derrocada da hegemonia norte-amerciana, ela terá tido muito pouco êxito.
Portanto, o jogo é de soma zero até o atual momento, pois os principais países estão perdendo em alguns cenários, mas tendo vantagens em outros. Ainda, não se vê uma vitória definitiva, apenas queima de recursos materiais e humanos.
Referências:
ADVFN. Northrop Grumman Corp (NOCG34). 2026. Disponível em: https://br.advfn.com/bolsa-de-valores/bovespa/northrop-grumman-NOCG34/cotacao. Acesso em: 10 abr. 2026.
AL JAZEERA. Trump admin estimates US war on Iran cost $11.3bn in first 6 days: Report. 2026. Disponível em: https://www.aljazeera.com/news/2026/3/12/trump-admin-estimates-us-war-on-iran-cost-11-3bn-in-first-6-days-report. Acesso em: 15 abr. 2026.
ALI, Idrees; STEWART, Phil; SHAKIL, Ismail. US war in Iran has cost $25 billion so far, says Pentagon official. 2026. Reuters. Disponível em: https://www.reuters.com/world/middle-east/us-war-iran-has-cost-25-billion-so-far-says-pentagon-official-2026-04-29/. Acesso em: 29 abr. 2026.
ALVAREZ, Artur. EUA falam em 'estado de guerra' e encomendam mais mísseis e sistemas de defesa. 2026. G1. Disponível em: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/03/25/eua-encomendam-mais-misseis-e-sistemas-de-defesa-e-falam-em-estado-de-guerra.ghtml. Acesso em: 15 abr. 2026.
COHEN, Zachary; BERTRAND, Natasha. US at risk of running out of missiles if another war breaks out after depleting stockpile in Iran operations. 2026. CNN. Disponível em: https://edition.cnn.com/2026/04/21/politics/us-military-missile-stockpile. Acesso em: 23 abr. 2026.
DUGGAL, Hanna; HUSSEIN, Mohamed A.. Which US and Israeli military companies are profiting from the Iran war? 2026. Al Jazeera. Disponível em: https://www.aljazeera.com/news/2026/3/9/which-us-and-israeli-military-companies-are-profiting-from-the-iran-war. Acesso em: 29 mar. 2026.
G1. EUA consomem 'anos' de estoque de munições em menos de duas semanas de guerra contra o Irã, diz jornal. 2026. Disponível em: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/03/12/eua-consomem-anos-de-estoque-de-municoes-em-menos-de-duas-semanas-de-guerra-contra-o-ira-diz-jornal.ghtml. Acesso em: 29 mar. 2026.
LOPEZ, C. Todd. DOW Restructures Foreign Military Sales, Prioritizes Speed, Efficiency. 2026. U.S. Departament of War. Disponível em: https://www.war.gov/News/News-Stories/Article/Article/4402026/dow-restructures-foreign-military-sales-prioritizes-speed-efficiency/. Acesso em: 29 set. 2026.
MCDONELL, Stephen. Quem é o general mais poderoso do Exército da China, acusado de traição e demitido por Xi Jinping. 2026. BBC Brasil. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckgkpyry0zlo. Acesso em: 24 mar. 2026.
MELIMOPOULOS, Elizabeth. How much could the Iran war cost the US? Here’s what we know. 2026. Al Jazeera. Disponível em: https://www.aljazeera.com/news/2026/3/3/how-much-could-the-iran-war-cost-the-us-heres-what-we-know. Acesso em: 11 abr. 2024.
REUTERS. Russia's oil and gas tax revenues seen rising in May, but still down year to date. 2026. Disponível em: https://www.reuters.com/business/energy/russias-oil-gas-tax-revenues-seen-rising-may-still-down-year-date-2026-04-27/. Acesso em: 28 abr. 2026.
RT. US borrowed $1 trillion in five months. 2026. Disponível em: https://www.rt.com/business/634519-us-federal-debt-balloons/. Acesso em: 05 abr. 2026.
RT. Xi sends warning to ‘corrupt elements’ in Chinese army. 2026. Disponível em: https://www.rt.com/news/634126-xi-continue-corruption-purge/. Acesso em: 10 abr. 2026.
SHARMA, Yashraj. $25bn or $1 trillion: How much has Iran war really cost the US? 2026. Al Jazeera. Disponível em: https://www.aljazeera.com/news/2026/4/30/25bn-or-1-trillion-how-much-has-iran-war-really-cost-the-us. Acesso em: 30 abr. 2026.
SINKEWICZ, Michael; TAYLOR, Lorraine. Trump administration taps automakers to boost weapons production in WWII-style push. 2026. Fox News. Disponível em: https://www.foxbusiness.com/politics/trump-administration-taps-automakers-boost-weapons-production-wwii-style-push. Acesso em: 21 abr. 2026.
STATUS INVEST. LMTB34 - LOCKHEED MARTIN CORPORATION. 2026. Disponível em: https://statusinvest.com.br/bdrs/lmtb34. Acesso em: 10 abr. 2026.
WILDER, Dennis. The meaning of Xi’s military purge. 2026. Financial Times. Disponível em: https://www.ft.com/content/1e722210-d6c6-4972-a60c-92d460059fa8. Acesso em: 10 abr. 2026.



Rafael, Como sempre, excelente material com fortes pontos de reflexão. E aqui vai uma pergunta Se a estratégia do eixo oriental se apoia em drenar as finanças ocidentais através de guerras por procuração contínuas, qual é o ponto de ruptura do próprio bloco sino-russo, considerando que suas economias também enfrentam severas crises demográficas e restrições comerciais no cenário atual?